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VISITA DO REGIONAL À COMUNIDADE DE CABINDA

Dom Innocent Bizimana a Cabinda!

visita a Cabinda

Ir, Viana (SDB)

A comunidade de Cabinda viveu um momento especial de alegria, fraternidade e renovação com a visita do Regional. Desde os primeiros momentos, percebeu-se que não se tratava apenas de uma visita institucional, mas de uma oportunidade para fortalecer os laços de família, partilhar experiências e reconhecer o trabalho daqueles que, diariamente, colocam os seus conhecimentos, talentos e energias ao serviço da missão salesiana. A presença do Regional trouxe um ambiente de proximidade, diálogo e esperança, fazendo com que cada membro da comunidade se sentisse valorizado e parte importante da grande Família Salesiana.

Um dos momentos particularmente significativos foi o encontro com os funcionários da Obra de Cabinda, especialmente os professores e formadores. Foi um encontro marcado pela simplicidade, pelo sorriso e pela disponibilidade para escutar. Professores e formadores tiveram a oportunidade de apresentar um pouco da realidade do seu trabalho, das alegrias encontradas no acompanhamento dos jovens e também dos desafios que fazem parte da missão educativa. O Regional, com uma atitude próxima e fraterna, procurou conhecer melhor a vida da obra, valorizando o esforço de cada pessoa que contribui para que a missão continue viva.

Entre palavras sérias e momentos de descontração, não faltaram sorrisos. Afinal, uma comunidade salesiana também se constrói com alegria. O encontro mostrou que trabalhar juntos não significa apenas cumprir tarefas, preparar aulas, acompanhar formandos ou organizar atividades; significa sobretudo caminhar como família, reconhecendo que cada serviço, por mais simples que pareça, tem um lugar importante na construção da missão. O professor que entra diariamente numa sala de aula, o formador que acompanha um jovem no seu processo vocacional, o funcionário que desempenha silenciosamente a sua responsabilidade: todos são protagonistas de uma mesma obra.

Os professores partilharam a riqueza da sua experiência educativa, recordando que educar é muito mais do que transmitir conhecimentos. É saber escutar, compreender, orientar, corrigir com amor e acreditar nas capacidades dos jovens. Cada aula pode tornar-se uma oportunidade para despertar talentos; cada palavra pode ser uma semente; cada gesto de atenção pode transformar um dia difícil numa experiência de esperança. Esta consciência torna o trabalho educativo exigente, mas também profundamente bonito.

Os formadores, por sua vez, testemunharam a responsabilidade de acompanhar aqueles que estão a discernir e preparar o seu caminho vocacional. Formar uma pessoa exige paciência, diálogo, testemunho e, sobretudo, coerência de vida. O formador não acompanha apenas com palavras, mas também através do exemplo. A sua própria maneira de viver, rezar, trabalhar, relacionar-se e enfrentar as dificuldades torna-se uma verdadeira escola para aqueles que estão em formação.

A presença do Regional neste encontro foi também uma forma de dizer aos professores e formadores: “O vosso trabalho é importante. A vossa dedicação é vista. A missão precisa de vocês.” Muitas vezes, quem trabalha diariamente numa obra pode não perceber imediatamente a dimensão do impacto daquilo que faz. Uma palavra de reconhecimento, porém, pode renovar as forças e devolver alegria ao coração. Foi precisamente esse ambiente que marcou o encontro: pessoas que se sentiram escutadas, valorizadas e encorajadas a continuar.

Cabinda mostrou, mais uma vez, que a missão salesiana se constrói através de muitas mãos. Há quem ensine, quem forme, quem administre, quem acompanhe, quem cuide das estruturas, quem prepare as atividades e quem permaneça muitas vezes nos bastidores. Porém, diante da missão, ninguém é insignificante. Cada pessoa oferece uma parte de si para que a obra possa cumprir a sua finalidade: estar próxima dos jovens, educá-los, acompanhá-los e ajudá-los a descobrir o sentido da própria vida.

O encontro também foi uma oportunidade para recordar que os desafios não devem ser enfrentados isoladamente. Quando uma comunidade aprende a conversar, partilhar dificuldades e procurar soluções em conjunto, cresce a esperança. Uma comunidade unida consegue transformar problemas em oportunidades de aprendizagem e dificuldades em motivos para procurar novos caminhos.

A alegria esteve presente não apenas nas palavras, mas também nos rostos. Os sorrisos dos professores, dos formadores e dos demais funcionários deram ao encontro um colorido especial. Havia naquele ambiente uma espécie de alegria simples, aquela alegria que nasce quando as pessoas percebem que pertencem a uma família e que o seu trabalho tem significado. Não era uma alegria feita apenas de festas ou celebrações, mas uma alegria construída na convivência, no reconhecimento e na fraternidade.

A visita do Regional à comunidade de Cabinda deixa, assim, uma mensagem importante: a missão cresce quando caminhamos juntos. O trabalho educativo e formativo pode ser exigente, mas torna-se mais leve quando existe comunhão. Um professor não está sozinho diante da sua sala de aula; um formador não está sozinho diante dos seus desafios; um funcionário não está sozinho diante das suas responsabilidades. Todos fazem parte de uma mesma caminhada.

Ao terminar o encontro, ficou a sensação de que a visita tinha renovado algo no coração de todos. O Regional levou consigo a realidade, os rostos e as experiências da comunidade de Cabinda, enquanto professores e formadores ficaram com a alegria de terem sido escutados e encorajados. A visita tornou-se, portanto, uma verdadeira experiência de família: simples, alegre, humana e profundamente salesiana.

Cabinda continua o seu caminho com os seus desafios, os seus sonhos e as suas esperanças. Mas depois deste encontro, fica ainda mais forte a certeza de que ninguém constrói uma missão sozinho. Quando professores, formadores, funcionários, religiosos e jovens caminham lado a lado, a obra deixa de ser apenas um lugar de trabalho e transforma-se numa verdadeira casa de educação, formação e esperança.

E talvez seja esta a melhor fotografia desta visita: rostos alegres, mãos que trabalham, corações que servem e uma comunidade que, apesar das dificuldades, continua a acreditar que vale a pena educar, acompanhar e caminhar com os jovens. Em Cabinda, a missão continua viva — e continua a ser escrita todos os dias por pessoas que acreditam que uma pequena presença, um sorriso, uma palavra amiga e um trabalho feito com amor podem fazer uma grande diferença.

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