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Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano

Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano

Itália: Uma experiência de formação que transforma — 11ª Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano

A Itália tornou-se, mais uma vez, lugar de encontro, formação, oração e renovação do compromisso salesiano. É neste ambiente de profunda riqueza espiritual que o Pe. Germain Plakoo Mlapa e o Ir. Fernando Manuel Mungole participam na 11ª edição da Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano, vivendo uma experiência que ultrapassa os limites de um simples curso: trata-se de uma oportunidade para aprofundar a arte de caminhar com o outro, escutar com o coração e ajudar cada pessoa a discernir a presença de Deus na própria história.

A tradição salesiana sempre reconheceu o acompanhamento como uma dimensão essencial da missão. Desde São Francisco de Sales e, de modo particular, na experiência de São João Bosco, acompanhar significa estar próximo, conhecer a pessoa, compreender as suas lutas, respeitar o seu ritmo e ajudá-la a descobrir que Deus continua a agir no coração humano. A própria Congregação Salesiana tem promovido esta formação para preparar salesianos capazes de exercer o acompanhamento espiritual com maturidade, discernimento e sensibilidade pastoral.

Para o Pe. Germain Plakoo Mlapa e o Ir. Fernando Manuel Mungole, esta participação representa, por isso, uma oportunidade preciosa de crescimento pessoal, espiritual e pastoral. Longe de ser apenas uma aquisição de conhecimentos, a Escola convida cada participante a olhar para dentro de si, aprofundar a própria vida espiritual e aprender a reconhecer os sinais de Deus na vida daqueles que serão acompanhados.

Em Itália, terra profundamente marcada pela história da Igreja e pela experiência de Dom Bosco, cada momento de formação pode transformar-se numa verdadeira peregrinação interior. A sala de formação, a oração comunitária, o silêncio, a partilha das experiências e o contacto com os lugares salesianos tornam-se elementos de um único caminho: aprender a acompanhar para ajudar outros a caminhar.

A experiência das edições anteriores mostra precisamente a dimensão internacional desta iniciativa. A Escola reúne salesianos provenientes de diferentes países e Inspetorias, criando um espaço de intercâmbio de experiências, culturas e sensibilidades pastorais. O objetivo é formar guias espirituais capazes de discernir as disposições interiores, aprofundar a vida de oração e ajudar outros a reconhecer a vontade de Deus no quotidiano.

Uma escola para aprender a escutar

Num mundo marcado pela pressa, pelo excesso de informação e pela dificuldade de escutar verdadeiramente, o acompanhamento espiritual apresenta-se como uma missão particularmente necessária.

A pessoa que acompanha não é chamada a dar respostas prontas para todos os problemas. É chamada, antes de tudo, a escutar. Escutar aquilo que é dito e também aquilo que permanece escondido. Escutar as alegrias e as feridas, os sonhos e os medos, as certezas e as dúvidas.

Acompanhamento é aprender a caminhar ao lado do outro sem ocupar o lugar de Deus na sua consciência. É ajudar a pessoa a descobrir a sua própria vocação, a reconhecer os movimentos do coração e a tomar decisões com liberdade, responsabilidade e fé.

Por isso, esta Escola não forma simplesmente técnicos do acompanhamento. Forma homens consagrados chamados a ser presença, testemunho, companheiros de estrada e instrumentos da misericórdia de Deus.

Um coração salesiano para acompanhar

O espírito de Dom Bosco ensina que a proximidade é uma linguagem fundamental da evangelização. O jovem precisa sentir que é amado, acolhido, compreendido e valorizado.

Dom Bosco aprendeu também, através da sua experiência espiritual e pastoral, que o acompanhamento exige atenção à pessoa concreta e às circunstâncias reais da sua vida. A tradição salesiana do acompanhamento está profundamente ligada à presença amável de Deus no quotidiano e à capacidade de transformar pequenas experiências de cada dia em caminhos de crescimento espiritual.

Neste sentido, a participação do Pe. Germain e do Ir. Fernando nesta 11ª edição pode tornar-se uma semente fecunda para a missão salesiana em África e, particularmente, para as realidades onde a Congregação é chamada a acompanhar jovens, formandos, comunidades e agentes pastorais.

Uma experiência que ultrapassa fronteiras

Da África para a Itália, duas experiências culturais encontram-se numa mesma paixão: servir a Deus através do acompanhamento das pessoas.

A presença de participantes africanos numa formação internacional recorda que a espiritualidade salesiana é uma realidade viva e universal. Cada Inspetoria traz consigo desafios próprios, histórias diferentes e contextos pastorais particulares, mas existe uma linguagem que todos compreendem: a linguagem do Evangelho, da fraternidade, da escuta e do serviço.

O Pe. Germain Plakoo Mlapa e o Ir. Fernando Manuel Mungole levam consigo não apenas os seus nomes ou as suas experiências pessoais. Levam também a riqueza de uma Igreja africana jovem, dinâmica e cheia de esperança; levam os rostos dos jovens que esperam acompanhamento, orientação e testemunho; levam as inquietações e os sonhos de tantas comunidades que desejam crescer na fé.

E, ao regressarem, poderão trazer consigo algo ainda maior: uma experiência renovada de escuta, discernimento e serviço.

Caminhar com o outro é uma missão de amor

A verdadeira grandeza do acompanhamento espiritual está em compreender que ninguém deve caminhar sozinho.

Há momentos em que uma palavra amiga salva uma vocação. Há momentos em que uma escuta paciente impede uma pessoa de desistir. Há momentos em que uma presença silenciosa comunica mais do que muitos discursos.

Acompanhar é dizer ao outro: “Não estás sozinho; caminharei contigo.”

É ajudar alguém a reencontrar a esperança quando tudo parece perdido. É ajudar um jovem a discernir a sua vocação. É apoiar um consagrado nas suas lutas. É ajudar uma pessoa a reconciliar-se consigo mesma e com Deus. É ensinar a olhar para a própria história não apenas como um conjunto de feridas, mas como um lugar onde Deus também pode fazer nascer novas possibilidades.

Por isso, a 11ª Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano é muito mais do que uma experiência académica ou formativa. É uma escola de humanidade, espiritualidade, discernimento e fraternidade.

Uma semente para o futuro

Cada formação verdadeira termina, mas aquilo que ela semeia continua a crescer.

Que esta experiência na Itália seja para o Pe. Germain Plakoo Mlapa e para o Ir. Fernando Manuel Mungole um tempo de graça, renovação e aprofundamento. Que cada encontro, cada reflexão, cada momento de oração e cada partilha se transforme numa ferramenta para servir melhor a Igreja e a Congregação Salesiana.

Que regressem com um coração ainda mais disponível para escutar, acompanhar e servir.

Que possam ser, diante dos jovens e das comunidades, homens capazes de construir pontes, abrir caminhos e ajudar cada pessoa a descobrir a beleza da própria vocação.

Porque, no fundo, acompanhar é amar o caminho do outro sem caminhar no lugar dele.

E talvez seja esta uma das maiores lições que a Escola de Acompanhamento Espiritual Salesiano pode oferecer: não fomos chamados para controlar a vida dos outros, mas para caminhar com eles; não para decidir por eles, mas para ajudá-los a discernir; não para impor respostas, mas para criar espaços onde Deus possa falar ao coração.

Da Itália para Angola, desta Escola para a missão, fica uma esperança: que aqueles que hoje se deixam formar possam amanhã ajudar muitos outros a encontrar o caminho.

Que São João Bosco ensine a acompanhar com coração de pai.
Que São Francisco de Sales ensine a acompanhar com mansidão.
Que Maria Auxiliadora acompanhe cada passo desta missão.
E que Deus faça frutificar tudo aquilo que está sendo semeado nesta experiência.

Boa formação, Pe. Germain Plakoo Mlapa e Ir. Fernando Manuel Mungole!

Que esta 11ª edição seja não apenas uma etapa de aprendizagem, mas uma verdadeira experiência de transformação interior, para que, depois de aprenderem a escutar melhor Deus, possam também ajudar muitos jovens e irmãos a reconhecer a voz de Deus nas suas próprias vida

Crónica: Paulino Domingos Viana (SDB)

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